Começar um Blog falando sobre final pode soar mesmo incomum...
Felizmente, porém, trata-se de um tema de preocupação do homem desde os tempos mais remotos.
Sempre me preocupei com o final de tudo... Ainda mais quando se tratava da minha própria vida...
Perdi horas na cama pensando o que aconteceria quando eu me fosse... Não sobraria nada? Nem uma coisinha???
Para minha felicidade, após o nascimento do meu filho Lucca, a preocupação tomou uma forma diferente: ao invés de sofrer por antecipação sobre o que vai deixar de existir, passei a me preocupar com o que vai continuar existindo... Ou melhor, a história que vai continuar sendo escrita, porém com protagonistas diferentes...
Percebi que a minha história não terminará quando eu não mais estiver presente. Muito menos ela começou quando nasci...
Eu continuo a contar uma história que não faço idéia do começo e, certamente, não conhecerei o final...
Mas antes de começar a despender energia nesse novo dilema, passo a pensar na parte que me cabe... Qual vai ser a minha história? O que vou poder contar a todos?
Preocupa-me, pois, o presente. Está nele o enredo mestre. É quando posso alterar a seqüência e fazer do final a versão da qual quero me orgulhar!
Ainda melhor: o quão enriquecida está ficando a minha história por ser parte da história dos muitos que amo, convivo e divido preciosos momentos que não mais voltarão?
Talvez esteja aí um bom motivo para eu acreditar que este meu espaço - meu Blog - não seja tão vazio quanto promete...
Nele, possivelmente, não só parte da minha história pode estar sendo escrita... Outras também!
E ao final... Qual é a história? A SUA história?
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
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Um comentário:
Dar bom-dia com chapéu dos outros, além de frase-feita, é comodismo, eu sei.
Mesmo assim, quero lembrar duas letras de MPB que podem muito bem ajudar a contar a MINHA história.
A primeira é de Vinicius e Toquinho, e a segunda é de Chico e Caetano.
Aí vão:
"Sei lá... a vida tem sempre razão"
Tem dias que eu fico
Pensando na vida
E sinceramente
Não vejo saída
Como é, por exemplo
Que dá pra entender
A gente mal nasce
Começa a morrer
Depois da chegada
Vem sempre a partida
Porque não há nada
Sem separação
Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, sei lá
Só sei que ela está com a razão
Ninguém nunca sabe
Que males se apronta
Fazendo de conta
Fingindo esquecer
Que nada renasce
Antes que se acabe
E o sol que desponta
Tem que anoitecer
De nada adianta
Ficar-se de fora
A hora do sim
É um descuido do não
Sei lá, sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão
"Vai levando"
Mesmo com toda a fama, com toda a brahma
Com toda a cama, com toda a lama
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo o emblema, todo o problema
Todo o sistema, todo Ipanema
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com o nada feito, com a sala escura
Com um nó no peito, com a cara dura
Não tem mais jeito, a gente não tem cura
Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa guia
Mesmo com todo rock, com todo pop
Com todo estoque, com todo Ibope
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando esse toque
Mesmo com toda sanha, toda façanha
Toda picanha, toda campanha
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa manha
Mesmo com toda estima, com toda esgrima
Com todo clima, com tudo em cima
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa rima
Mesmo com toda cédula, com toda célula
Com toda súmula, com toda sílaba
A gente vai levando, a gente vai tocando, a gente vai tomando
A gente vai dourando essa pílula
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